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Será que Muçulmanos e Cristãos adoram o mesmo Deus?

Por Jack Cottrell [2] O Islã é a segunda maior religião do mundo, com cerca de dois bilhões de adeptos. Isto é cerca de um quarto da população do mundo. Cinquenta países são de maioria muçulmana. A Europa tem em torno de 50 milhões de muçulmanos e os EUA em torno de 7 milhões. Estes números estão aumentando rapidamente. Mas isso não é uma coisa boa? Os muçulmanos não são um povo religioso e o Islã não é similar ao Cristianismo? Tanto o Cristianismo quanto o Islã não traçam a sua fé de volta ao Antigo Testamento, a Abraão? Os Cristãos e muçulmanos não adoram o mesmo Deus? Em 2007, George W. Bush, disse: “Eu acredito que todo o mundo, seja ele muçulmano, Cristão ou de qualquer outra religião, ora ao mesmo Deus.” O Concílio Vaticano II do Catolicismo (no início dos anos 60) disse: “Os muçulmanos professam a fé de Abraão e adoram conosco, o único Deus misericordioso.” Em 1994, o Catecismo católico repetiu: “Os muçulmanos adoram juntamente conosco, o único Deus misericordioso.” Em ...

Arminius e a Doutrina da Graça Preveniente

Jesse Owens (traduzido do inglês por: Kenneth Eagleton) 20 de agosto de 2012 Em seu recente ensaio, Jackson Watts nos lembra de que Arminius afirmou categoricamente a depravação e perversidade total da vontade humana após a queda. Os Reformadores Magisteriais não eram os únicos a afirmá-lo. Arminius também cria na escravidão da vontade humana após a queda: Portanto, se “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3:17); e “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36), segue-se que a nossa vontade não é livre desde a primeira queda. Isto é, não é livre para o bem, a não ser que se torne livre pelo Filho através do Espírito [1]. Apesar de Arminius ser constantemente mal interpretado, talvez fosse mais correto dizer que ele é mal compreendido porque suas obras quase não são lidas – inclusive por arminianos. Estas más compreensões dizem respeito especialmente ao seu ponto de vista quanto à depravação humana e ao papel da graça preveni...

John Wesley e a experiência do coração aquecido

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Os irmãos João e Carlos Wesley, pastores anglicanos, embora muito bem intencionados, fracassaram em sua viagem missionária aos Estados Unidos que durou apenas 18 meses. Frustrado e deprimido, João Wesley exclamou: “fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?”. Durante uma grande tempestade na travessia do Oceano Atlântico, João ficou profundamente impressionado com a confiança e tranquilidade demonstradas por um grupo morávio de cristãos pietistas que alegremente cantavam e louvavam ao nome de Jesus diante da perspectiva da morte. Tal atitude contrastava com os sentimentos de medo da morte e do juízo final. Tais experiências são o início de uma crise que o levará a uma grande descoberta! O problema é que eles não conheciam a graça de Deus. Quando Carlos Wesley ficou doente a ponto de quase morrer, foi interrogado sobre aquilo em que depositava confiança para a vida eterna. Sua resposta foi: “Tenho empregado meus melhores esforços para servir a Deus.” Como o ami...

Uma Comparação entre o Arminianismo Wesleyano e o Clássico

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O arminianismo wesleyano e clássico têm muito em comum, no entanto, existem algumas diferenças. Aqui está uma lista que compara algumas das diferenças de crença. Estas são geralmente, crenças particulares que freqüentemente variam de pessoa para pessoa. E algumas dessas categorias se sobrepõem um pouco. Por exemplo: uma visão de santificação influencia a visão de justificação. Santificação/Santidade: Wesleyanos colocam uma ênfase à inteira santificação (embora talvez menos ainda do que antes). Arminianos clássicos não possuem a inteira santificação. Wesleyanos ensinam que os cristãos podem ser completamente santificados nesta vida, e que podem viver uma vida santa. Santificação não é apenas para dentro, é também para fora, e motiva uma vida de serviço. John Wesley chamou isso de "Santidade de coração e vida". Alguns wesleyanos vêem isso como um processo. Alguns vêem isso como um segundo trabalho instantâneo da graça. Alguns uma combinação dos dois. J Kenneth Grider te...

A Igreja Remonstrante

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História A Igreja Remonstrante foi fundada em 1619, após ter sido negada mais participação aos ministros Remonstrantes no Sínodo Nacional Dordrecht. Os seus pontos de vistas foram considerados inaceitáveis para a maioria do sínodo. Remonstrantes devem a sua denominação a um documento elaborado em 1610, a Remostrância , uma declaração em que 44 ministros expuseram os seus pontos de vista sobre como a crença na soberania de Deus pode ser conciliada com a responsabilidade humana e com o livre arbítrio. O principal contribuinte para o pensamento sobre esta questão, tinha sido Jacobus Arminius (1560-1609), e até hoje, no extrangeiro, o nome “arminianismo” é mais conhecido do que “remonstrantes”. Após Arminius, os Remonstrantes fizeram uma forte declaração que visava reconhecer que o ser humano tem parte nas execuções das intenções de Deus para o homem. A majestade de Deus, não o impede de reconhecer as pessoas como seres responsáveis. Também defenderam a opinião, de que Crist...

Remonstrância

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A Holanda na qual Jacó Armínio nasceu e foi criado estava lutando contra a tradição católica romana e contra o domínio da Espanha católica. Um pequeno grupo de rebeldes uniu várias províncias contra o domínio espanhol e estabeleceu uma aliança instável conhecida como Províncias Unidas (dos Países Baixos). A Holanda era a maior e a mais influente das províncias. Ao mesmo tempo em que os holandeses se libertaram da Espanha, estabeleceram sua igreja nacional protestante. A igreja reformada de Amsterdã foi fundada em 1566 e seus principais ministros e leigos mantiveram os três princípios protestantes fundamentais, sem se aliarem a nenhum ramo específico do protestantismo. O protestantismo holandês primitivo era um tipo sui generis que não seguia rigidamente o luteranismo ou o calvinismo. Armínio foi criado como protestante na cidadezinha de Oudewater, entre Utrecht e Roterdã, mas sua formação cristã na juventude não foi pesadamente calvinista. Aos quinze anos de idade, foi enviado ...

Formação do Antigo Testamento

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Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo de Israel mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Igualmente fizeram o registro das mensagens e revelações que receberam do Deus de Israel. Esses registros tinham grande significado e importância na vida daquele povo e, por isso, foram copiados muitas vezes e passados de geração em geração. Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em três grupos de livros, assim conhecidos, em hebraico: – Torah (Lei): reúne os primeiros cinco livros da Bíblia, o assim chamado Pentateuco. – Neviim (Profetas): seção que inclui os profetas anteriores (Josué, Juízes, Samuel e Reis) e os profetas posteriores (Isaías, Jeremias, Ezequiel, e os Doze Profetas Menores). – Ketubim (Escritos): reúne os demais livros, entre os quais Salmos, Provérbios, Jó, Eclesiastes, e também Esdras e Neemias, Daniel, e os livros de Crônicas, que aparecem em última posição ...